Ia-u-jambu (Controlados)

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Ia-u-jambu é uma cidade da região leste de Heelum. É a única cidade de Heelum cuja jir central, localizada às águas do Lago do Meio, é cercada por muros. O resto do território se estende enormemente ao Norte, Noroeste e Nordeste, até os limites da Grande Floresta de Heelum e da Cordilheira do Norte, além de também ao Sul até a Floresta Al-u-bu. Lar da instituição da Universidade, é considerada a cidade mais intelectualizada de Heelum. Em na-u-min, Ia-u-jambu significa "campo grande".


Pronúncia do nome da cidade

Fundação[editar]

Ia-u-jambu figura no centro da imagem, que dá destaque ao centro e a parte da região leste de Heelum.

Ia-u-jambu foi a décima-quarta cidade a ser fundada em Heelum. Foi construída como entreposto entre Al-u-tengo e Al-u-een durante a fase de expansão militar posterior à nova ameaça, durante a Primeira Guerra, pouco antes da fase das aventuras.

Os colonizadores de Al-u-tengo que mais tarde começaram a popular a cidade eram parte da população mais técnica da cidade. Na construção da estrutura urbana foi reservado um local para a discussão e o ensino públicos; como uma praça, só que mais própria para a atividade. À época a Rede de Luz ainda interligava as cidades mas, ao contrário do que ocorria nas outras, ninguém foi particularmente incumbido com a comunicação entre as cidades - a comunicação podia ser iniciada por qualquer um. O espírito de abertura e transparência era também sentido na política, em que as reuniões abertas para decisões coletivas, como na Primeira Aurora, retornaram com vigor. Ainda durante a fase de aventuras foi confeccionado, em Ia-u-jambu e a partir da colaboração entre todas as cidades através da Rede de Luz, o primeiro mapa completo de Heelum.

Ia-u-jambu foi uma das cidades em que se reuniram os guerreiros do Exército da Luz, que tencionava derrotar o Yutsi Rubro e retomar a Cidade Arcaica. Oito deles se encontraram na cidade, tendo sido treinados por um mestre de Imiorina. O grupo seguiu para Enr-u-jir, de onde realizou uma investida à Cidade pelo norte.

Segunda Aurora[editar]

Ia-u-jambu não sofreu impacto semelhante às outras cidades com o desaparecimento da luz. Tendo um território vasto, com muitas possibilidades de cultivo, e tendo armazenado consigo todo o conhecimento disponível à época, não havia nada que realmente lhe faltasse.

Foi na Segunda Aurora que a Universidade foi instituída, com o objetivo de ser um lugar centralizador do conhecimento. Ela foi aberta para todos, independentemente da cidade de origem, e comissões foram enviadas às cidades vizinhas para anunciar a possibilidade de uso de todo o conhecimento. Recebeu recusas de muitas cidades orgulhosas, com apenas uma resposta positiva vinda de Karment-u-een, que transformou-se aos poucos em uma pequena potência agrária.

"Esse era o coração da Universidade. Ela não se restringia àqueles três prédios, a casas ou mesmo a pessoas. A Universidade se fundia com o distrito, e os dois passeavam de mãos dadas, olhando-se de esguelha e dentes à mostra, cabeça inclinada para o lado, sem vergonha da pura cumplicidade. Era principalmente nos prédios e em suas salas de aula que cursos e reuniões aconteciam todos os dias, mas por todo lugar havia espaço para aprender e pesquisar. Conhecer é um estilo de vida." - A Aliança dos Castelos Ocultos, Capítulo 13

O processo de reunificação[editar]

A retomada da vida coletiva de Heelum foi lenta. Iniciou-se com a construção de estradas entre algumas cidades, começando a formar uma rede importante de relações, além de blocos comerciais. As moedas de ouro, invenção de Dun-u-dengo, começaram a circular por todo o continente.

Ia-u-jambu começou a catalogar a vida também nas outras cidades a partir de embaixadores e comerciantes. As diferenças, em especial as linguísticas, haviam avançado enormemente. Começou-se, então, uma longa campanha política que envolvia estudo, mas também convencimento, para reunificar a língua das cidades. A ideia não tinha apenas um cunho romântico, mas pretendia impulsionar a circulação de pessoas e a força do comércio a nível de todas as cidades. A Reunião da Modernidade foi o ápice do movimento, decidindo-se neste momento as bases de uma língua comum entre as cidades, entre outros padrões de comunicação e interoperabilidade.

A principal dificuldade que o processo enfrentou foi a forma como foi conduzido: assunto público e de uso geral, ao ter sua forma reimaginada e idealizada por minorias, sofreu resistência e críticas gerais. Houve luta e repressão por parte das cidades para que a nova língua fosse adotada em conformidade.

"Convenção da modernidade. Você deve saber o que é. [...] Se ela não tivesse existido, os humanos falariam várias línguas. [...] Nas cidades nunca houve tanta repressão. As pessoas não queriam falar de um jeito só. Cada cidade queria manter seu próprio jeito de falar, de escrever. Voltar a uma linguagem comum... Criar uma linguagem comum foi uma decisão dos chefes, imposta a todo mundo pela força." - A Aliança dos Castelos Ocultos, capítulo 21

A questão linguística também atravessou dois acontecimentos importantes do final da Segunda Fase aos quais Ia-u-jambu esteve ligada: a recolonização da Cidade Arcaica e a redescoberta dos al-u-bu-u-na.

Terceira, Quarta e Quinta Auroras[editar]

Ia-u-jambu seguiu próspera e influente pelas próximas fases da história. Catalogou e estudos os Minérios quando de seu surgimento, mas, ao contrário de todos os outros objetos de estudo, foi mantida afastada da magia quando ela apareceu na Quarta Aurora. Tem-se início a duradoura negatividade de Ia-u-jambu para com os magos de todos os tipos.

Uma de suas manifestações deu-se na Quinta Aurora. A cidade foi visitada pelos bomins, que sugeriram a um grupo de estudiosos da Universidade a técnica geral que estavam usando para estimular a cidade à produção da dinâmica que precisavam para viver. A Universidade, no entanto, negou ajudá-los ou apoiar a ideia, preferindo, ao invés disso, concentrar-se na procura por uma solução para o problema das doenças da noite.

Aurora da União e a construção do muro[editar]

Ia-u-jambu voltou atrás, contudo, e fez uma parceria com os magos para a difusão do minério que, como haviam acabado de descobrir, era eficaz contra as Doenças da Noite.

A Guerra contra as Doenças da Noite, contudo, foi pervertida para longe de seus objetivos originais; os magos, receptáculos dos minérios capazes de curar a epidemia que afligia Heelum por completo, usaram essa posse, especialmente em relação às terras de replantio do minério, para ganhar poder e influência, explícitos e implícitos, dentro da estrutura social e política das cidades.

"Ia-u-jambu era a única cidade murada de Heelum. Isso se devia à decisão de proibir os magos: toda vez que alguém de fora entrava na cidade, recebia um lenço vermelho-berrante que deveria ser usado em todos os momentos. Caso algo de anormal acontecesse, qualquer pessoa poderia denunciar o forasteiro, e ele seria imediatamente expulso. Muitas vezes se discutiu o fato de o sistema fazer da desconfiança, prerrogativa, mas tempos de desespero exigem medidas drásticas. A cidade sempre foi consciente do preço das medidas, e sempre esteve disposta a pagá-lo." - A Aliança dos Castelos Ocultos, capítulo 21

O caso gerou uma rebelião dos universitários, que exigiram que os magos da cidade a deixassem. Seguiu-se a luta, que envolveu mais e mais o povo, até completar-se o expurgo completo dos magos do centro da cidade. A partir dessa vitória resolveu-se selar a cidade com uma muralha, não mais permitindo que magos invadissem e controlassem a cidade.

Guerras modernas[editar]

Por estar mais longe da influência mágica Ia-u-jambu foi a cidade menos comprometida com todas as guerras modernas. Apesar de continuarem não gostando nada dos magos, o povo da cidade preferia não se envolver nas batalhas contra os governores.

A batalha, contudo, veio até eles de qualquer maneira. A maior participação de Ia-u-jambu nas guerras modernas foi na terceira, em que as tropas de Napiczar bateram nos muros anteriormente imaculados e militarmente nunca postos à prova. A cidade resistiu, e o exército inimigo se dispersou após a morte do governor antes que conseguisse penetrar as muralhas.

Acontecimentos do primeiro e do segundo livro[editar]

A grande narrativa é o surgimento sorrateiro de um círculo de intelectuais da Universidade que, sob a liderança do estudioso Kinsley, discutem a probabilidade de que toda a história da Rede de Luz é, na verdade, uma mentira, uma ficção; que a Rede nunca existiu. Jen busca financiamento junto ao grupo de céticos absolutos para uma jornada que poucos teriam coragem de fazer: ela quer entender melhor os monstros, criatura que, conta a história que se sabe, perderam a humanidade após terem sido dominados pelos governores.

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Jen retorna à cidade após um período aparentemente curto demais para a pesquisa que ela e Richard dizem estar concluída. A cidade, a essa altura, já passou por um segundo "expurgo" - uma expulsão de forasteiros - devido à declaração de guerra. Jen procura abrigo na casa de Kinsley. Ela não revela ao pesquisador tudo que aprendeu a respeito dos monstros, embora ele lhe fale mais sobre o ceticismo do círculo de intelectuais da Universidade. Na Batalha de Ia-u-jambu, forças inimigas conseguem fraturar a muralha da cidade e entrar, aproveitando-se da própria população, irada com a decisão governamental de proteger apenas o centro murado. A revolta é geral, e quando Kinsley permite que o exército que defende o Conselho dos Magos entre em sua casa para usá-la como apoio de artilharia, Jen entende que ele é um mago. Ela acaba presa por ele e por Richard, mas ainda recusa-se a dizer tudo que descobriu em sua viagem.

Capítulos com a cidade como cenário[editar]

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