<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR">
	<id>https://www.petercast.net/wiki/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Cap%C3%ADtulo_56_do_Volume_1%3A_Vencedor_%28Controlados%29</id>
	<title>Capítulo 56 do Volume 1: Vencedor (Controlados) - Histórico de revisão</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://www.petercast.net/wiki/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Cap%C3%ADtulo_56_do_Volume_1%3A_Vencedor_%28Controlados%29"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.petercast.net/wiki/index.php?title=Cap%C3%ADtulo_56_do_Volume_1:_Vencedor_(Controlados)&amp;action=history"/>
	<updated>2026-04-11T18:59:24Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.41.0</generator>
	<entry>
		<id>https://www.petercast.net/wiki/index.php?title=Cap%C3%ADtulo_56_do_Volume_1:_Vencedor_(Controlados)&amp;diff=40691&amp;oldid=prev</id>
		<title>Peterson: Criou página com '&quot;Vencedor&quot; é o quinquagésimo-sexto capítulo do Volume 1 da série Controlados (A Aliança dos Castelos Ocultos). É o primeiro capítulo da Parte VII (&quot;Brilhante futuro&quot;) d...'</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.petercast.net/wiki/index.php?title=Cap%C3%ADtulo_56_do_Volume_1:_Vencedor_(Controlados)&amp;diff=40691&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2019-08-29T14:54:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;&amp;quot;Vencedor&amp;quot; é o quinquagésimo-sexto capítulo do Volume 1 da série Controlados (A Aliança dos Castelos Ocultos). É o primeiro capítulo da Parte VII (&amp;quot;Brilhante futuro&amp;quot;) d...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;quot;Vencedor&amp;quot; é o quinquagésimo-sexto capítulo do Volume 1 da série Controlados (A Aliança dos Castelos Ocultos). É o primeiro capítulo da Parte VII (&amp;quot;Brilhante futuro&amp;quot;) do livro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao terminar este capítulo, o/a leitor/a terá lido 88% do livro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{TransNO}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Personagens==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A fazer''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capítulo comentado==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Spoiler}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-indent:1.5em&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;O silêncio, artificial, era um bloqueio surdo e opressor dos sons que a cada segundo apertavam-se contra as orelhas de Lamar naquela noite. Kerinu encostava a palma e os dedos da mão nas costas e no braço do mago, respectivamente, e se antes eram completamente percebidos agora queimavam como brasa, alastrando pelo corpo uma sensação de dormência que Lamar interrompeu, mais uma vez assustado. Arrepios assentaram Lamar em si mesmo; a dormência sumiu como capa que se despe, e ele pôde ouvir de novo a voz de Kerinu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Lamar... &amp;lt;i&amp;gt;Lamar!&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Ele ainda não havia percebido que Lamar voltara. Passou alguns segundos fingindo se concentrar antes de perceber que não conseguiria mais nada naquele momento. Soltou os ombros, enfim, murmurando desculpas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu saiu de perto, bufando depois de um silêncio curto. Lamar sentia-se frio. Abraçou-se enquanto olhava para o assoalho de madeira, tremendo de desconforto e vergonha. Sentava no chão. Vestia roupas verdes e velhas de Kerinu, que nele ficavam apertadas; pensava, contudo, que o objetivo de fugir não era ter conforto.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layerext&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;layerheading&amp;quot;&amp;gt;O acesso a Neborum&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layercontent&amp;quot;&amp;gt;Embora isso não fique claro ao longo do Volume I, a descoberta de Neborum se dá através da imaginação: o mestre conta ao discípulo sobre o mundo, o discípulo o imagina, e quando percebe já está em Neborum. A dinâmica se explica, tanto em termos de mecânica da série quanto &amp;lt;a href=&amp;quot;http://seriecontrolados.com.br/no/?page_id=874&amp;quot;&amp;gt;em termos simbólicos&amp;lt;/a&amp;gt;, pela &amp;lt;a href=&amp;quot;http://seriecontrolados.com.br/no/?page_id=217&amp;quot;&amp;gt;mesma lógica do aprendizado de técnicas&amp;lt;/a&amp;gt;: como instituição social, a descoberta da magia é o ensino das possibilidades que ela traz, do mestre ao aluno. Ainda assim, Lamar (e muitos outros) tem dificuldades para fazer essa transição, já que o mundo de Neborum opera sobre regras físicas substancialmente diferentes. Kerinu está agachado junto ao Lamar, na posição descrita no texto, para ajudá-lo com suas dificuldades; ele oferece sua presença como uma forma de conforto, mas na prática toda essa operação não é nada necessária para a descoberta de (e o acesso a) Neborum.&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Está pronto? --- Perguntou Kerinu, voltando com um tom de voz controlado.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Estou.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar fechou os olhos e baixou ainda mais o pescoço. Sentiu Kerinu apoiá-lo nas costas enquanto sua visão ficava vermelha.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Contraiu o tronco pra frente, sem querer ou saber; Kerinu forçou o peito do mago para trás, segurando-o num equilíbrio forçado e difícil. Luzes, tontura, sons de ferro e fogo tomaram seu crânio de assalto. Procurou a cabeça com as mãos; encontrou-as e sentiu tanto alívio quanto Kerinu permitiu que sentisse --- o mestre logo arrancou as mãos de lá com violência, e os mundos oscilaram.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Ele abria os olhos, piscando, mas via apenas escuridão. Mesmo sem enxergar intuía uma sala em expansão, com as paredes para todos os lados tornando-se mais e mais distantes. Via-se em um mundo gigantesco, escuro e solitário.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Seu corpo enrijeceu; já não tinha mais certeza se sentia mesmo seu corpo ou se olhava para mãos que eram suas de fantasia; meros brinquedos de verdade. Não sentia Kerinu ao seu lado, mas de alguma forma sabia que ele estava ali. Foi criando uma consciência cada vez maior, recuperando os sentidos, e a dormência tomou conta de um envólucro que ele sentia unir-se mais e mais aos próprios pensamentos tristes. Entendeu que fechara os olhos. Ao abri-los, recuperou a audição.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Só então ouviu que berrava a intervalos regulares, num lamurio urgente. Sua barriga fremia em espasmos no mesmo ritmo tresloucado do peito.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu se levantou. Lamar, caindo de lado, não conseguia ver a expressão em seu rosto.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/html&amp;gt;[[Arquivo:Contrologo.png|31px|center]]&amp;lt;html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A casa ficava perto das copas das árvores mais altas que Lamar já vira em sua vida; sequoias eretas como soldados destemidos. Mesmo feita com uma madeira feia e irregular a casa dava uma suficiente impressão de solidez. No chão havia minúsculos buracos e frestas em que se podia vislumbrar o &amp;lt;i&amp;gt;verdadeiro&amp;lt;/i&amp;gt; chão, distante e cheio de folhas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Não havia portas ou janelas; apenas lugares em que tábuas não foram postas. A diferença entre os cômodos era marcada por tiras de folhagens que balançavam quando alguém passava, devolvendo o distúrbio em leves cócegas, e aquilo que convencionou-se ser o quarto era atravessado do chão ao teto por um tronco de espessura média e textura doce.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layerext&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;layerheading&amp;quot;&amp;gt;Capítulo extra&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layercontent&amp;quot;&amp;gt;Esta é a mesma casa que pode ser vista no capítulo extra &amp;lt;a href=&amp;quot;http://seriecontrolados.com.br/no/?page_id=1292&amp;quot;&amp;gt;Coragem&amp;lt;/a&amp;gt;.&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu estava sentado em um canto, olhando para cima enquanto os dedos de uma das mãos massageavam os da outra. Lamar estava em frente a ele, inerte. Já havia dois dias que estava ali e o resultado era sempre o mesmo; tentativas fracassadas de chegar a Neborum.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar se assustou quando ouviu um som esganiçado vindo do céu, parecendo terrivelmente próximo a eles. Quando o eco se acabou e a sombra do onioto passou, Lamar olhou para Kerinu com um sorriso conciliatório, buscando naquilo uma fatia de humor que fosse.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu tinha me esquecido de como eles eram grandes.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Lamar... --- Retorquiu Kerinu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu acho que você não precisa ficar as...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Você &amp;lt;i&amp;gt;tem&amp;lt;/i&amp;gt; que fazer isso, Lamar... --- Interrompeu Kerinu, apertando a testa com os dedos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar não sabia para onde olhar. Suava como se precisasse contar uma notícia ruim.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Por favor... Por favor, Lamar, você &amp;lt;i&amp;gt;tem&amp;lt;/i&amp;gt; que fazer isso...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu estou tentando, eu &amp;lt;i&amp;gt;juro&amp;lt;/i&amp;gt; que tento, mas...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Não está tentando &amp;lt;i&amp;gt;o bastante&amp;lt;/i&amp;gt;.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu &amp;lt;i&amp;gt;estou&amp;lt;/i&amp;gt;, Kerinu, é que...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Você não pode nem dizer que eu não &amp;lt;i&amp;gt;sei&amp;lt;/i&amp;gt; como é, porque eu &amp;lt;i&amp;gt;sei&amp;lt;/i&amp;gt;... Você só tem que se &amp;lt;i&amp;gt;entregar&amp;lt;/i&amp;gt;...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- ... E depois começa o &amp;lt;i&amp;gt;horror&amp;lt;/i&amp;gt; de viver naquele lugar...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Enquanto você pensar assim...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Não é fácil para mim, nunca foi, e...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Não vai ser &amp;lt;i&amp;gt;fácil&amp;lt;/i&amp;gt; quando eu me &amp;lt;i&amp;gt;arrepender&amp;lt;/i&amp;gt; da decisão da Myrthes, Lamar! --- disse Kerinu, levantando-se abruptamente.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Segundos vazios seguiram-se à hesitação de Lamar. Kerinu deu uma volta no quarto, como se precisasse dar vazão com as pernas ao que pensava.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- N-nós somos amigos, Kerinu --- começou Lamar --- c-como você pode se arrepender d-da decisão da...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Porque ela é &amp;lt;i&amp;gt;MINHA IRMÃ&amp;lt;/i&amp;gt;, Lamar! Ela é irmã de um &amp;lt;i&amp;gt;alorfo&amp;lt;/i&amp;gt;, você não &amp;lt;i&amp;gt;entende?&amp;lt;/i&amp;gt; As coisas... --- Ele apontava para si mesmo com mais tristeza do que raiva. --- As coisas que eu &amp;lt;i&amp;gt;faria&amp;lt;/i&amp;gt; por ela, você... Se descobrissem quem eu sou e quem ela é de mim seria tão &amp;lt;i&amp;gt;fácil&amp;lt;/i&amp;gt; machucá-la para me &amp;lt;i&amp;gt;atingir!&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- E você não acha que eu &amp;lt;i&amp;gt;sinto&amp;lt;/i&amp;gt; isso? Eu me &amp;lt;i&amp;gt;preocupo!&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Enquanto você não souber se defender, Lamar, minha irmã não vai ficar em segurança.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layerext&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;layerheading&amp;quot;&amp;gt;Autodefesa&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layercontent&amp;quot;&amp;gt;Não se trata do papel masculino de Lamar em relação ao feminino de Myrthes, embora a crítica a um &amp;lt;em&amp;gt;status quo&amp;lt;/em&amp;gt; de fundo, inconsciente na produção da história, possa ser válida. A questão é que Myrthes simplesmente não quer ser maga; Lamar, por outro lado, quer. Nesse sentido, se não se quer forçar Myrthes a ser maga, a única opção para que ela - mas também o próprio Lamar e o filho deles - esteja segura é se Lamar for um mago minimamente eficiente, ao invés do tipo de mago que tentou ser até então.&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Os dois trocavam meias certezas com peculiar fatalismo. Kerinu estava irredutível, e Lamar rendia-se de coração ao alto àquelas palavras. Lembrou-se de tantos momentos ao mesmo tempo que soluçou, os olhos enchendo-se de lágrimas numa pancada só. Kerinu fechou os olhos, irritado com a reação.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu... Eu juro, Kerinu, eu...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Não jure, Lamar. Só &amp;lt;i&amp;gt;faça&amp;lt;/i&amp;gt;... --- Respondeu Kerinu, voltando a se sentar no canto. Virou a cabeça e fechou os olhos, ignorando os outros sons na sala.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/html&amp;gt;[[Arquivo:Contrologo.png|31px|center]]&amp;lt;html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;O sol já não estava mais tão baixo no horizonte de folhas quando os dois acordaram.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Nenhum deles descansou o bastante. Lamar esfregava os olhos enquanto Kerinu já enchia uma tigela com cereais frios. Sentavam no chão, meio distantes, meio próximos. A luz amarela entrava no quarto através de raios irregularmente distribuídos; a árvore ao centro do cômodo fazia dos feixes verdadeiras espadas de fogo.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu comeu com velocidade, e Lamar apressou-se para acompanhá-lo. Não se olharam ou se falaram; os sons da floresta lhes fizeram companhia por um tempo que esticava-se, modorrento. Depois que percebeu, com o canto do olho, que Lamar acabara, Kerinu foi até ele para recolher os recipientes. Logo voltou, sentando-se ao lado do aprendiz.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Vamos lá. --- Murmurou com objetividade Kerinu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar sentiu o cauteloso toque do alorfo em seu ombro e fechou os olhos, sentindo arrepios que ele já não mais sabia de onde vinham. Já estava quase indiferente a eles, de qualquer forma. Respirou fundo e deixou os ombros caírem, tentando relaxar o quanto pudesse, preocupando-se pouco com o próprio corpo.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Deixou de ver a negritude dos olhos fechados e passou a enxergar a cor de sangue, viva e quente. A mesma pressão nos ouvidos do outro dia selou sua audição, e ele a sentiu em seu corpo todo, horrivelmente forte, como se fosse puxado por cinquenta correntes. Lamar sentia sua pele sendo tragada cada vez mais para o fundo. Sua garganta se fechava, e alguém parecia apertar algo em seu nariz e seus olhos. Tentou apertá-los; acabou respirando mais fundo e ouvindo de algum lugar acima de si uma cristalina mensagem de esperança. Precisava deixar acontecer.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu observava com preocupação a respiração apavorada de Lamar, que vergara-se para trás como se esperasse eternamente por um espirro. Uma mão espalmou-se contra o chão em uma contração súbita.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Sua cabeça foi atravessada por uma dor lancinante, como se as correntes que o puxavam se concentrassem ali --- em pressionar sua cabeça; em apertá-la, puxá-la, torturá-la. Depois que a dor passou, era como se estivesse dentro de um corpo novamente. Um corpo que parecia muito o seu. Estável e sólido como o seu, e não etéreo como o que quer que tinha sido até então.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Quando abriu os olhos, sentiu-os queimando imediatamente. A vermelhidão intensificara, escurecendo, e era tudo o que ele via; ao abrir a boca para expressar sua dor começou a sufocar com uma ânsia de vômito que nunca se realizava. Ele dizia a si mesmo que devia deixar acontecer, mas nada acontecia. Nem as lágrimas ele sentia mais.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Agarrou o pulso de Kerinu, mesmo sem saber. Abriu bem os olhos e, arrastando a garganta para formar um arranhado sussurro, clamou:&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- A... &amp;lt;i&amp;gt;Ajuda&amp;lt;/i&amp;gt;...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu engasgou.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Em dois segundos já estava atravessando o corredor estreito de gramíneas que separava os dois castelos. Explodiu o portão do muro decadente de Lamar, e fez o mesmo com facilidade na porta, mesmo sem ser preciso; estava entreaberta, e com um estrondo abriu caminho, irrelevante.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- ONDE? &amp;lt;i&amp;gt;ONDE&amp;lt;/i&amp;gt;, LAMAR? --- Berrava Kerinu para um corpo que já não respondia com palavras.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu examinou o saguão de entrada e estava tudo no seu lugar, como ele se recordava de ter visto há apenas algumas horas. O salão era cinzento e pequeno --- o castelo de Lamar em geral não era espaçoso. As colunas eram as únicas coisas limpas em meio a um caos de poeira e abandono, e no canto direito havia um amontoado gigantesco de terra contra a parede. Kerinu estava prestes a começar a procurar por Lamar em uma das salas do primeiro andar quando um pouco da terra caiu, rolando até o chão a partir de um tremor em toda a estrutura da pirâmide de gleba.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu olhou de novo, incrédulo. Mexeu-se, enfim, passando rapidamente a cavar a terra. Achou um indício de tecido; passou a cavar ainda mais rápido, achando enfim o rosto de Lamar.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu sentiu algo estranho e voltou à casa na árvore. Percebeu que acompanhava Lamar, que se levantara e agora cambaleava no mesmo lugar.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar começou a libertar-se da terra e de raízes persistentes, fazendo força para sair de dentro da terra. Kerinu começou a ajudar enquanto, de volta à casa na árvore, viu que Lamar começava a empurrá-lo para fora da sala.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Lamar! &amp;lt;i&amp;gt;Lamar!&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layerext&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;layerheading&amp;quot;&amp;gt;Lamar tentou matar Kerinu?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layercontent&amp;quot;&amp;gt;Não! Lamar, tendo ficado completamente inexperiente em termos de interação em Neborum, simplesmente não conseguia agir &amp;lt;em&amp;gt;lá&amp;lt;/em&amp;gt; sem mover seu corpo em Heelum. A movimentação que fez, contudo, acabou levando Kerinu para o lado de fora da casa em que estavam; ele quase caiu, mas dominou Lamar com a técnica de controle espólica para forçá-lo a ajudá-lo.&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu tentava resistir, mas dividia sua atenção entre o corpo e o iaumo de Lamar, que tossia e esfregava freneticamente os olhos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Calma... &amp;lt;i&amp;gt;Lamar, CAL&amp;lt;/i&amp;gt;...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Não chegou a terminar. Lamar o fez atravessar os dois cômodos. Chegaram até uma área completamente aberta; uma espécie de varanda sem apoios, usada como via de acesso através de um pequeno elevador lateral. Lamar, completamente alheio, só parou quando perdeu contato com Kerinu, que caiu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- LAMAAAAAAR!&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu berrou de dor quando conseguiu agarrar algumas tábuas sobressalentes, ficando suspenso pelas mãos. Os galhos embaixo eram finos e raros demais para salvá-lo de uma queda brusca.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- LAMAR, &amp;lt;i&amp;gt;VOL&amp;lt;/i&amp;gt;... LAMAAAAR...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar andava de um lado para o outro, absolutamente tonto e com os olhos marejados. Tudo o que via era formas e cores que não faziam sentido.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Lamar... --- Ofegou Kerinu, com o corpo perpassado por calafrios. --- Perdão...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Ergueu a palma da mão direita, projetando uma corda negra que voou em direção ao pescoço do mago aturdido.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu continuava pendurado na sacada, suportando a dor nas mãos e nos braços; já não balançava mais, mas não sabia quanto tempo conseguiria aguentar.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;A corda girou o iaumo de Lamar e o levou em direção à parede, transformando-se logo em uma massa que o cobriu por inteiro.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar parou de zanzar sem rumo no primeiro cômodo da casa d'árvore e, recuperando o tino, correu até a varanda. Desprovido de expressões ou palavras, começou a puxar Kerinu de volta pelos pulsos. Ele não era muito forte, mas Kerinu o obrigou a dispor de toda sua força.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Depois de um momento de adrenalina, estavam ambos com todos os braços e pernas seguros, descansando ao léu. Kerinu dissipou a corda que prendia Lamar à parede do próprio castelo e saiu dali, deixando de prestar atenção a Neborum completamente. Deixou que a bochecha ficasse encostada na fria e úmida madeira do chão e fechou os olhos. Sentia a própria respiração em uníssono com a de Lamar, que simplesmente olhava para o céu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Kerinu... --- Disse ele, voltando-se para o lado. --- Kerinu, eu voltei... Está tudo bem?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- O que foi, Lamar? --- Indagou ele, sem abrir os olhos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu te... Eu te levo para dentro...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar observou o corpo, olhando para os membros com indecisa vontade de agir. Não sabia qual era a melhor forma de carregá-lo, mas preferiu tentar levantá-lo pelos braços. Não conseguiu nada além de puxá-lo um pouco, o que foi o suficiente para incentivá-lo a se mexer. Kerinu levantou-se sozinho e, com Lamar o acompanhando, sentou-se no chão da sala com um tom semimelancólico no rosto exausto.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- O que aconteceu no meu castelo, Kerinu? Eu vi que eu saí de dentro de... Alguma coisa.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu não... Consigo imaginar o que você sentiu ou &amp;lt;i&amp;gt;viu&amp;lt;/i&amp;gt;, Lamar, eu... Não imagino.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu balançou a cabeça antes de continuar, ainda se recompondo.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Você estava debaixo de um monte de terra. Sua alma. Um &amp;lt;i&amp;gt;monte de terra&amp;lt;/i&amp;gt;. Por isso foi tudo tão... Ou &amp;lt;i&amp;gt;mais&amp;lt;/i&amp;gt;... Difícil para você.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Um monte de terra? &amp;lt;i&amp;gt;Dentro&amp;lt;/i&amp;gt; do castelo?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu confirmou com a cabeça.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Não sei como, mas você estava lá. Soterrado.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layerext&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;layerheading&amp;quot;&amp;gt;Como Lamar estava soterrado?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;layercontent&amp;quot;&amp;gt;Pela lógica, ao ser soterrado, Lamar deveria ter seu iaumo morto e, portanto, reconstituído em algum tipo de &amp;quot;sala padrão&amp;quot; de seu castelo para esse evento. Depois, quando seu iaumo já estivesse mais descansado, ele seria capaz de acessá-lo novamente (entrar em Neborum). Por que ele continuou, presumivelmente por dias e dias, debaixo do monte de terra? A principal teoria é a de que Tornero conhece alguma técnica para redefinir o lugar em que o iaumo de alguém é reconstituído - e ele fez com que, no caso de Lamar, esse lugar fosse justamente o canto da sala coberto com areia. O iaumo de Lamar estaria, então, em um constante processo de morte e reconstituição. Um indício de que este foi o caso - ou de que foi algo bastante similar - é que Tornero está familiarizado com o fogo: a terra, não sendo seu elemento preferido, só seria usada por ele em um inimigo tão simbólico quanto Lamar, em casos especiais.&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Lamar franziu o cenho enquanto olhava para os próprios pés. Não prestava atenção aos pelos que cresciam, desgovernados, ou às unhas completamente rosadas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Foi Tornero.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- O quê?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Foi Tornero, ele... Na minha segunda aula em Prima-u-jir ele me visitou, e... Foi à aula e me atacou para que eu não notasse quem ele era e depois veio pedir que eu parasse.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Que parasse de dar aulas?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Sim, e-ele contou que me atacou e atacou os meus alunos, e... Eu lembro que ele disse que me soterrou... No meu próprio castelo.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Kerinu inspirou lentamente, deixando as pálpebras caírem sobre os olhos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Eu fui atacado depois disso. --- Continuou Lamar, comprimindo a memória. --- Mas foi tudo arranjado por ele. Devo ter sido deixado debaixo da terra de novo...&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Sim, você &amp;lt;i&amp;gt;estava&amp;lt;/i&amp;gt; debaixo da terra.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Os dois ponderaram a situação por mais alguns momentos de paz após a guerra. Aquilo mudava tudo; Kerinu pensava em como pedir desculpas ao amigo por ter sido tão duro --- embora não duvidasse de que se não fosse por isso talvez jamais chegassem àquele ponto. Lamar parecia poder perceber o vento passando por dentro dele, como se toda aquela terra na qual estivera tivesse sido retirada, deixando-o oco.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;Deixando-o finalmente pronto.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Ainda não consigo ver direito em Neborum, Kerinu.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: justify;&amp;quot;&amp;gt;--- Confie em mim. --- Kerinu esboçou um sorriso tremeluzente, ainda de olhos fechados. --- Você &amp;lt;i&amp;gt;vai&amp;lt;/i&amp;gt; ver.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Capítulo 55 do Volume 1: Lutar por alguém (Controlados)|Capítulo anterior]]&lt;br /&gt;
* [[Capítulo 57 do Volume 1: Eleição (Controlados)|Próximo capítulo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{UtilNOCap|Capítulo comentado (Controlados)|Neborum Online}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Peterson</name></author>
	</entry>
</feed>